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Entre linhas e cores: Paul Klee



Paul Klee, um dos artistas mais importantes de nossos tempos, nasceu na capital da Suíça, Berna. De lá vieram as mais de 100 obras que estão expostas até 29 de abril em São Paulo, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB-SP). É a maior exposição deste artista já feita na América Latina!
Paul Klee nasceu em 1879 e morreu em 1940.
Primeiro ele estudou muito para ser um ótimo desenhista. Então ele se interessou pelo contraste de luz e sombra. E pelas cores! Isso, por causa de uma viagem para a Tunísia, que abriu seus horizontes com muitas paisagens coloridas. Além desta viagem, ele também aprendia coisas novas com outros artistas, como Kandinsky, que virou seu amigo.


Curiosidades sobre Paul Klee


- Paul Klee desenhava bastante quando era criança. Sua avó o incentivava.
- Os pais dele eram músicos e ele sabia tocar violino. Dizia que a música e a arte tinham muito a ver. Ambas precisam de harmonia e ritmo, por exemplo.
- Ele não foi aceito por uma grande escola de arte da Alemanha. Então estudou sozinho mesmo. Só bem mais tarde conseguiu ser aprovado.
- Paul Klee estudou física para ter noções de equilíbrio. E usou isto em suas obras.
- Ele casou com uma professora de piano. Enquanto ela dava aulas, Klee cuidava da casa e do filho que os dois tiveram, chamado Felix.
- Criou fantoches para seu filho brincar. Ele adorava teatro de marionetes. Estes fantoches também aparecem na exposição.
- Ele gostava de circo, principalmente dos malabaristas. Por isso fez obras com este tema. Ele dizia que nós somos malabaristas na vida também.
- É por isso que a exposição no Brasil tem este nome: “Equilíbrio Instável”. Como é que equilíbrio pode ser instável? Aí é que está a graça deste nome. Ele é um bom exemplo de “figura de linguagem”*.



"A linha é um ponto que saiu para passear."
 Paul Klee


Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Álvares Penteado, 112 - Centro - SP
Até 29 de abril de 2019. Grátis
Mais informações: (11)3113.3649

* "Figura de Linguagem" é como o nome já diz: "desenhar com palavras". Existem vários tipos destas figuras e os nomes parecem difíceis. Mas nós usamos "figuras de linguagem" o tempo todo em nossas conversas. 
"Equilíbrio Instável" é um bom exemplo de uma figura chamada "ANTÍTESE". Nela a gente coloca dois opostos juntos. Isso causa uma surpresa no leitor.

Veja abaixo um pouco da nossa visita à esposição:




Eu vou, eu vou...

Este disco de vinil colorido faz parte de uma coleção chamada "Disquinho".
As crianças desta época ouviam a história enquanto folheavam o livrinho que vinha junto.

Eu vou, eu vou... pra casa agora eu vou!
Pararatimbum, pararatimbum! Eu vou! Eu vou!

Você conhece esta música? 
Todo mundo já ouviu, não é? Ela faz parte do filme da Branca de Neve e os Sete Anões.
Então... Foi um famoso compositor brasileiro que fez esta e outras versões em Português de músicas e histórias infantis. Esta letra dos Sete Anões é de 1938! Ele chamava Braguinha! Na verdade o nome dele era Carlos Alberto Ferreira Braga, mas os amigos o chamavam assim.
Braguinha teve um outro apelido que ele mesmo inventou, quando cursava arquitetura: João de Barro. Só que este ele usava pra se esconder, porque seu pai não queria que o filho fosse músico.
Antes de gravar discos infantis (de uma coleção chamada "Disquinho"), Braguinha fez músicas famosas, como "Carinhoso", com Pixinguinha. E também "Pastorinhas", com Noel Rosa. Outra marchinha de carnaval conhecida é "Yes, nós temos bananas", feita em parceria com Alberto Ribeiro.

Você sabia?


O filme "Branca de Neve e os Sete Anões", de Walt Disney, foi o primeiro desenho animado em longa metragem da história do cinema. O compositor Braguinha foi um dos responsáveis pela dublagem em Português deste filme.

Ele também participou dos filmes e discos de Pinóquio, Dumbo, Bambi, além de outros.

Veja (e ouça) em:
Coleção Disquinho
http://indicetj.com/disquinho/

Já apontou seu lápis hoje?

Você já pensou em fazer uma escultura na ponta de um lápis?
O artista russo chamado Salavat Fidai sim! Ele já fez várias, uma mais incrível que a outra. Batman, caveiras, um cadeado com chave, um cavalo... e até um punho fechado com a palavra "liberdade", em inglês: "freedom". Estes são só alguns exemplos. 
Veja só que habilidoso!






Arte em azulejos: Athos Bulcão

Foto: Fundação Athos Bulcão
O nome dele parece esquisito: Athos Bulcão.
Mas se você visita a cidade de Brasília, logo aprende e começa a admirá-lo.
Passeando pela cidade, você vê lindos painéis que enfeitam qualquer lugar. Uma estação de metrô, uma igrejinha bem diferente, uma porção de prédios...
Mas este enfeite não é uma tela, não. São azulejos
Azulejos com formas geométricas criativas. Athos Bulcão foi o primeiro a fazer deste jeito, com um estilo próprio.
O bacana é que, geralmente, ele pedia que os operários colocassem os azulejos do jeito que quisessem na parede. Era isso que dava uma cara tão original para o painel. As figuras ficavam para lá, para cá... e o resultado impressiona a gente.
Painel de azulejos, Centro Cultural Missionário da CNBB, 1995.. Foto: Edgar César Filho

Uma vez li que o artista se inspirou numa coisa que ele viu, acho que na Bahia. Eram as mesas e banquinhos que os bares colocavam empilhados, na frente da porta, quando estavam fechados. Cada banquinho tinha um desenho bem simples, geométrico. Ali, todos  iguais e juntos, mas em posições diferentes, ficavam bonitos. 


Um artista precisa prestar atenção em coisas bonitas que podem virar uma obra. Elas estão na Natureza e em coisas simples que nos cercam.
Painel de azulejos, Embaixada do Brasil em Buenos Aires, 1989. Foto: Arquivo Fundação Athos Bulcão

Athos Bulcão tem muitas obras em Brasília porque foi chamado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, que ajudou a planejar esta cidade.

Mas hoje é reconhecido no mundo inteiro por seu trabalho.
Painel de azulejos, Asa Norte, SCLN 303, 1987. Brasília. Foto Patrick Grosner


Ele nasceu em 2 de julho de 1918 e morreu em 2008, aos 90. Teria completado 100 anos em 2018 e por isso há uma exposição, em São Paulo, chamada "100 Anos de Athos Bulcão".
É no Centro Cultural Banco Do Brasil e você pode visitá-la até 15 de outubro.

Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Álvares Penteado, 112 - São Paulo
A exposição vai até 15 de outubro. Grátis

Saiba mais sobre Athos Bulcão:
Fundação Athos Bulcão



Calder, o artista dos brinquedos

Você sabe fazer seus próprios brinquedos?
Um grande artista americano chamado Alexander Calder fazia os seus, quando era pequeno.
Ele nasceu em 22 de julho de 1898 e morreu em novembro de 1976. A arte era uma coisa muito comum na sua vida porque o pai foi escultor e a mãe, pintora. 
Mesmo assim, ele fez faculdade de engenharia, trabalhou como engenheiro por algum tempo. Mas depois voltou para o mundo da arte, virando pintor e escultor.
Além de inspiração, um bom artista precisa ter coragem. Coragem para fazer algo que ainda ninguém fez. E ele teve!
Alexander inventou um circo de mentirinha, por exemplo, com animais e personagens feitos de arame. Era como se ele desenhasse o contorno das figuras com arame. Bem leve e bonito de olhar.

Obras que flutuam

Calder também foi o primeiro a fazer um móbile.
Talvez você tenha tido um em cima do seu berço, quando era bebê.
Ele teve a ideia de imitar as folhas das árvores, balançando ao vento. Ninguém havia criado uma obra assim antes, com formas penduradas por fios, que balançavam para lá e para cá.
Os conhecimentos de engenharia ajudaram muito nestas obras de equilíbrio perfeito.
Então, veja que valeu a pena ele ter feito esta faculdade.
Conhecimento nunca é demais!



Curiosidade: a arte que tem movimento (ou que parece que se mexe), chama-se "arte cinética"
Algumas ilusões de ótica se encaixam nesta categoria de arte.

Um cartão divertido

Veja só este cartão de "feliz ano novo" feito por Calder. Foi distribuído por uma galeria de arte chamada "Maeght", em 1968. Imagine só que jeito diferente e moderno de desejar um bom ano.
É em três dimensões e parece uma casinha. Dentro, tem um círculo vermelho pendurado por um fio. Fora, desenhos de um pássaro e uma cobra.
As fotos foram tiradas por mim numa exposição no Museu Lasar Segal, em São Paulo. (Em julho de 2018).
Não ficaram muito boas porque havia uma caixa transparente para proteger o cartão. Mas dá pra se ter uma ideia. E até inspirar você a fazer algo parecido, não é?



Agora, veja outras obras de Alexander Calder:

Um peixe tão diferente!
"Glass Fish" (1955)


Um elefante de arame!



Borboleta


Árvore


Arte que se mexe: leia mais sobre isso. 


Veja um MÓBILE feito por uma avó e seus netos.


Árvores que não se encostam


Você sabia que existem alguns tipos de árvores cujas copas não encostam umas nas outras?
Em inglês, este fenômeno é chamado "crown shyness" ("coroa tímida).
Se você tirar uma foto delas, olhando de baixo, parece até que formam um mosaico, com um espacinho de céu entre as folhagens de cada uma. 
Cientistas dizem que isto pode ser um jeito de todas receberem a luz solar e assim garantir sua fotossíntese. Outros pensam que pode ser uma proteção contra larvas e pragas. Outros acham que ventos e tempestades são a causa.
Mas todos concordam que é algo bem curioso de se admirar.




Veja outras curiosidades legais!

O incrível museu Quai Branly

Existe um museu muito bonito na cidade de Paris que se chama "Museu do Quai Branly - Jacques-Chirac".
Branly é o lugar onde ele fica. E Jacques Chirac é o nome do presidente da França que quis fazer este museu.
Ele achava importante mostrar a arte e a cultura de lugares que não fossem na Europa. Naquele tempo, ninguém sabia muita coisa sobre a arte da África, Ásia, Oceania e Américas.
(Por isso também é chamado de "Museu das Artes e Civilizações da África, Ásia, Oceania e Américas").

Então, em 20 de junho de 2006, este enorme museu foi inaugurado, numa área de mais de 40 mil metros quadrados e com um acervo de 300 mil obras vindas de uma porção de povos diferentes! Algumas muito antigas e valiosas.
Mas o mais legal é a forma como o arquiteto Jean Nouvel construiu o local. Parece que você está explorando cavernas, num lugar cheio de curvas e surpresas. Nem pense num museu tradicional, porque está bem longe disso. Ele é moderno e divertido, com paredes em madeira sinuosa, de onde saem bancos para sentar, por exemplo.

Logo na entrada, você sobe uma rampa. E o que tem nesta rampa? Um "rio" feito de palavras, que escorrem pelo chão. Na verdade elas são projetadas na rampa, parecendo mesmo um rio.
São 16 mil palavras das mais diversas línguas, que vêm dos povos representados no museu.


Lá dentro, são muitas e muitas salas para explorar. Tem uma, por exemplo, um pouco escurinha, onde a atração são os tapetes orientais projetados no chão. Eles vão mudando! E é um show para os olhos.
Mas quem não enxerga também pode conhecer os encantos do museu, através da linguagem braile e de figuras em relevo muito bem feitas.

São tantas atrações interativas que nem dá pra contar aqui. Numa delas, uma grande bola azul mostra os fenômenos naturais que acontecem em certas regiões do planeta.


As crianças se encantam com isso e com os totens, máscaras, roupas, objetos... Elas recebem uma revista especial, logo na entrada, com brincadeiras e desafios para descobrir neste interessante passeio pela África, Oceania, Ásia e Américas, mas dentro da Europa, na cidade de Paris.

O site do Museu
(Que tem exposições temporárias e permanentes, além de teatro, biblioteca, loja, restaurante e jardim).




Duas cabeças

Na cidade de Bohn, Alemanha, você até leva um susto quando vê duas enormes cabeças no meio da rua, ali no chão.
São estátuas bem grandes!

Elas representam  São Cássio e São Florêncio.
Eram soldados romanos, (Cassius e Florentius), que perderam suas cabeças por ter uma fé diferente do que permitiam na época. Isso foi no século III. Que coisa, hein?
Por causa disso é que, depois, viraram santos da Igreja Católica.



Ainda hoje, no mundo inteiro, muitos perdem a cabeça também e brigam porque acreditam em coisas diferentes.
É uma pena. 
Porque cada um deveria ser livre para pensar o que quiser.

Veja o filminho que mostra estas estátuas:




Oficina de Paródias



"Meu chimarrão, não sei por quê, deixa feliz... eu e você..."

Que música você acha que eu usei para fazer esta paródia?
Já descobriu?

Resposta: "Meu coração, não sei por quê, bate feliz, quando te vê..." 

Então, só explicando, este foi um pedido que veio de uma leitora do Rio Grande do Sul. Ela precisava fazer uma paródia que falasse das coisas típicas de sua região.

O Divertudo recebe uma porçãããão de comentários no post chamado "Como Fazer Uma Paródia". É um sucesso.
Por isso resolvemos começar este ano com um presente para os nossos leitores.

Caprichamos e fizemos uma OFICINA DE PARÓDIAS, cheia de  dicas e exemplos!

Vai já lá ver!
E capriche você também na sua paródia!

No Divertudo


Em PDF


No Youtube


Esta vó é massa!

Brincar de massinha é divertimento para todas as idades.
A jornalista Cecilia Zioni faz da sua casa um verdadeiro ateliê de arte para os três netos.
Mas a boa ideia que ela teve foi usar uma massa de biscuit (para crianças), que ela encontrou numa papelaria. Este tipo é usado em artesanato e, depois de seco, endurece e fica bem resistente.

Quando os três netos chegam, já vão direto brincar e criar suas obras.
"Deixo os potes de massa à disposição e digo: Agora, cada um faz uma coisa da sua cabeça.". 
Vitor, o mais velho e muito habilidoso, batizou a brincadeira de "ateliê da Vovó Cecilia".

Renato, aos três anos, nem se abalou quando tentou imitar a corujinha feita pelo irmão mais velho: pegou um pedaço de massa branca e fez uma bolinha com massa amarela e outra com massa vermelha, dizendo: "Pronto! Fiz um ovo frito com tomate!". Agora tem cinco e já faz até avestruz...

O caçula Gustavo fez borboletas que viraram um lindo móbile na sala da avó. 

Além disso, todas as obras estão expostas numa prateleira especial da estante. Isso é o que chamamos de "decoração afetiva". Bonito de olhar, bom de sentir.





Abaixo, a corujinha do Vitor e o ovo frito com tomate, do Renato.







Faça você também um móbile de borboletas!


Conheça um restaurante decorado com massinha!







Um galho, uma avó, um neto



Com criatividade e bom gosto, uma brincadeira divertida pode decorar a sua casa (ou a escola, qualquer lugar...) de um jeito muito charmoso.

Esta ideia veio da jornalista Cecilia Zioni, quando passou um fim de semana inteiro com os netos. Cecilia comprou alguns potes de massinha para biscuit, especial para crianças.
Então Gustavo, o caçula, fez lindas borboletas, seguindo o que os irmãos mais velhos tinham feito quando eram menores.
Cada borboleta precisou de um furinho para, depois de seca, amarrar o fio.

O menino de 2 anos e meio foi mais criativo do que a avó imaginava, colando bolinhas de outras cores em algumas borboletas. Isso deu um efeito muito colorido ao móbile, que hoje enfeita a sala dela.

O charme a mais vem do galho seco, onde os fios foram amarrados.
Ela também colocou algumas miçangas que tinha em casa. 


Duas perguntinhas para Cecilia:

Divertudo:  De onde veio a ideia de brincar com os netos com massinha de biscuit?

Cecília:  Talvez por não existir isso quando eu era criança e sempre ter "invejado" quem nasceu depois e tem tanta coisa para usar as mãos e inventar um pouco de tudo.

Divertudo: Você também faz um pouco dessa arte?

Cecília: Nem tento. O que os meninos fazem é sempre muito mais bonito e original do que eu sequer imaginaria!



















Uma curiosidade:
Você sabe quem inventou o "móbile"?
Leia neste outro post sobre arte que se mexe.