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O peixe morre pela boca

Vamos brincar um pouco com os ditados populares?

A ideia é a seguinte: criar uma tira de quadrinhos, usando algum ditado popular.

Esta é uma boa ideia para trabalhar na escola, no Mês do Folclore, por exemplo.

Escolhemos este: "O peixe morre pela boca."

O que será que ele quer dizer? A primeira coisa é discutir a mensagem, pensar sobre ela, imaginar situações.

Depois, hora de desenvolver uma pequena história em quadrinhos, com, no máximo, 4 quadrinhos. Uma tira horizontal. 

Em nosso exemplo, usamos o peixe e a mensagem que este dito popular significa.

Na verdade, podemos interpretar da seguinte forma:

As pessoas dizem coisas dos outros que, muitas vezes, acabam fazendo igual ou pior, entrando numa fria. 

Ou então dizem algo que acaba sendo contra elas. (O que usamos em nossa tira de quadrinhos aqui.)






Quem pergunta sabe

Um dito popular muito interessante:

"Quem pergunta sabe."

Você já ouviu?

Pense um pouquinho...

Ele causa uma estranheza na gente porque se alguém pergunta alguma coisa é porque não sabe. Mas aí é que está a graça. Se a pessoa pergunta, acaba descobrindo. 

Esta frase quer dizer isso: as pessoas curiosas, interessadas em aprender, geralmente sabem muitas coisas, justamente porque elas não têm medo de perguntar. 

Talvez você sinta vergonha de ser um "perguntador" ou uma "perguntadora", mas aí é só se lembrar desta frase. 

Da mesma forma, é educado respeitar as dúvidas dos outros. Nunca zombe de alguém que não saiba algo que você sabe.

O mundo é legal justamente por isso: cada um sabe algo diferente e, trocando informações, todos evoluímos juntos. ;)

 




O Sumiço da Sereia Iara


O Sumiço da Sereia Iara 
Evelyn Heine


Era um dia bonito na praia.
O mar bem azul e a areia amarelinha de sol.
Mas estava um silêncio só!

Os peixes não ouviam nada e estranhavam:
- Onde está o nosso som? – perguntavam.

O golfinho deu um salto e olhou tudo por cima.
- Onde anda esta menina?

O silêncio até doía.
Era hora da cantoria.


Uma onda, então, fez “chuááá!”.
Mas não saía o dó nem o fá.
Ela não sabia cantar.

Todo mundo com aquela cara...
- Onde anda a Sereia Iara?

- Será que foi pescador? – perguntou o tubarão.
Os peixes saíram de perto.
E a resposta era que não.

Pescador foge da Iara por causa do seu cantar,
que é tão bonito e doce,
que ele nem quer mais voltar.

Então o peixe-elétrico iluminou bem o mar.
E os outros foram que foram... a sereia procurar.

Depois de alguns minutos:
- Aqui, aqui! – gritou o siri.


E lá estava a coitadinha.
Muda, sem ar...
Engasgada com uma tampinha!

O polvo bateu nas costas, com dois ou três dos seus “braços”.
A tampinha voou longe.
E então ganhou mil abraços.

- Quem é que faz isso, gente?
Joga besteira no mar?
- Eu não sei, sinceramente...
Mas é coisa de envergonhar.

Os amigos se juntaram
E fizeram uma limpeza.
Depois a sereia cantou
Tão bonito! Uma beleza!