Postagens populares

Mostrando postagens com marcador Deixa que eu conto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Deixa que eu conto. Mostrar todas as postagens

O fósforo e a vela



O FÓSFORO E A VELA

Um dia, o fósforo disse para a vela:
- Ei! Vou acender seu pavio.
Assustada, a vela respondeu:
- Ah, nããão! Se você fizer isso, eu acabo sumindo. Fique longe de mim.
O fósforo, já aceso, perguntou:
- Então você prefere continuar assim dura e fria a vida toda? Sem fazer a sua parte, que é iluminar? Eu e você existimos pra isso. Somos luz.
Sem o fogo, a gente não ajuda ninguém. Vive pra sempre, mas para nada.
A vela, ainda meio cismada:
- Mas deve doer... ai, ai...
O fósforo aceso, já na metade, falou:
- Eu sei, não é fácil. Mas se eu não acender seu pavio, terei queimado inutilmente... que tristeza! 
A vela, então, se convenceu:
- Tá bom, tá bom... você tem razão. Bora lá!

Finalmente, a vela foi acesa e iluminou o lugar.
Assim, o trabalho de ambos, do fósforo e da vela, valeu a pena e transformou-se em luz.



Obs.:
Esta é uma fábula, de autor desconhecido.
Uma fábula é uma pequena história na qual os personagens são animais ou coisas humanizadas (como se fossem gente). As fábulas nos fazem refletir sobre o comportamento das pessoas e lições de vida.

Se você precisa inventar uma fábula, damos algumas dicas neste link:


#ofosforoeavela

#fabulas

Imagem de upklyak em Freepik


Boa Noite, Monstro!



Boa Noite, Monstro!

Era uma vez um monstro que não estava conseguindo dormir. Ele ficava lá na cama, rolando de um lado pro outro, contando carneirinhos e... nada. Pediu pra mãe dele acender o abajur porque estava com medo.

Medo de quê?
Você não imagina...
O monstro tinha medo de menino!
Ele achava que podia ter um menino escondido dentro do armário. Coitado.

Então ele resolveu enfrentar o seu medo. De uma vez só, levantou da cama quase num pulo e foi andando em direção ao armário. Mas, no meio disso tudo, você não vai acreditar...
PUF! Acabou a luz! Escuridão!

Que coisa horrível, hein? O monstro lá no meio do escuro, pertinho do armário. “Hoje não é meu dia. Ou melhor, hoje não é minha noite!”, ele pensou. Só que já estava ali mesmo, e voltar pra cama não seria uma boa.
“Vou abrir este armário e é agora!”, disse.
NHÉÉÉÉCT!

E adivinha só! Tinha MESMO um menino lá dentro.
- AAAAAAHHH! – Gritaram os dois, ao mesmo tempo. E tremiam igualzinho também, parecendo uma tevê com defeito.
- P-posso saber c-c-como v-você veio pa-pa-rar aqui no meu quarto? – perguntou o monstro.

O menino engoliu seco, olhou pros dois lados, respirou fundo e gaguejou:
- É q-que eu... eu t-tenho uma varinha do Harry Potter e... eu, eu tentei fazer uma magia no meu quarto, antes de dormir. Eu queria perder o medo... – fechou os olhos bem apertado e continuou... – medo de... de... mo-mo-monstro! –

A cara do monstro até se iluminou!
- Varinha do Harry Potter? Sério? Eu também tenho uma. Eu também sou fã! – e sorriu.

Daí os dois ficaram um tempão falando sobre todos os livros e filmes de Harry Potter. E dos personagens preferidos e tal.

O Monstro, então, teve uma ideia:
- Já sei! Eu vou usar a MINHA varinha pra te mandar de volta pro seu quarto.

Ele abriu o armário (já não tinha medo), puxou uma gaveta e tirou sua varinha de lá. Depois falou para o menino entrar e ficar quietinho, pra magia dar certo.
Fez um blablabla de monstro que nem sei repetir e PUFT! Lá se foi o garoto.
E um segundo depois voltou a luz. Tudo claro e bem iluminado: as paredes, os carrinhos, os bichos e jogos na prateleira. A cortina de heróis.
O monstro olhou tudo e resolveu apagar a luz. Tudo bem ficar no escuro. Foi direto pra cama, todo corajoso.
Ele fechou os olhos e dormiu rapidinho um sono gostoso como nunca tinha dormido antes.   




O Sumiço da Sereia Iara


O Sumiço da Sereia Iara 
Evelyn Heine


Era um dia bonito na praia.
O mar bem azul e a areia amarelinha de sol.
Mas estava um silêncio só!

Os peixes não ouviam nada e estranhavam:
- Onde está o nosso som? – perguntavam.

O golfinho deu um salto e olhou tudo por cima.
- Onde anda esta menina?

O silêncio até doía.
Era hora da cantoria.


Uma onda, então, fez “chuááá!”.
Mas não saía o dó nem o fá.
Ela não sabia cantar.

Todo mundo com aquela cara...
- Onde anda a Sereia Iara?

- Será que foi pescador? – perguntou o tubarão.
Os peixes saíram de perto.
E a resposta era que não.

Pescador foge da Iara por causa do seu cantar,
que é tão bonito e doce,
que ele nem quer mais voltar.

Então o peixe-elétrico iluminou bem o mar.
E os outros foram que foram... a sereia procurar.

Depois de alguns minutos:
- Aqui, aqui! – gritou o siri.


E lá estava a coitadinha.
Muda, sem ar...
Engasgada com uma tampinha!

O polvo bateu nas costas, com dois ou três dos seus “braços”.
A tampinha voou longe.
E então ganhou mil abraços.

- Quem é que faz isso, gente?
Joga besteira no mar?
- Eu não sei, sinceramente...
Mas é coisa de envergonhar.

Os amigos se juntaram
E fizeram uma limpeza.
Depois a sereia cantou
Tão bonito! Uma beleza!




Juju na janela

Juliana gostava de ficar olhando pela janela.
Gostava quando João Japonês passava, com jeito envergonhado.
Gostava de ver o jasmim cheiroso no jardim.
De ver quem entrava e saía do prédio, fazendo visita, indo comprar pão, namorando no portão...

A janela de Juju era melhor do que a tevê, acontecendo de verdade.
Sempre uma surpresa, uma emoção, uma curiosidade.
Qualquer um podia assistir: velho, moço, criança.
Era um programa sem idade.

— Juju! Vem jantar! — Chamou, um dia, a mãe.
— Já vou! — Respondeu Juliana.
E olhou mais um pouquinho. Viu a pressa de um mocinho. O porteiro tão sozinho, um pardal sair do ninho...
E daí viu chegar um caminhão de mudança.
— Epa! Minha nossa! Será um novo vizinho?
— Juliana! — Gritou a mãe. — O jantar! Já chamei!
A menina foi correndo, pensando no caminhão.
Comeu tudo rapidinho pra saber de quem era a tal da mudança.
E era mesmo de um vizinho: o Joel, tão bonitinho.
Ele tinha a idade dela. Olhou pra cima e deu tchauzinho.
Então Juju sumiu de repente, de vergonha, de sapeca.

E hoje, quem olha da janela vê os dois, o dia inteiro, de cochicho e risadinha.
E a mãe pergunta, então:
— Cadê a Juliana? Será que já fez a lição?
— Não... A Juju tá lá embaixo, namorando no portão!

O urubu e o pavão


Aqui vai mais um exemplo de fábula.

A historinha veio numa mensagem da internet e nós adaptamos o texto.
Quem me mandou foi a Edna Alves. O Divertudo agradece!

O URUBU E O PAVÃO

O pavão estava passeando pelo campo e parou para olhar um urubu voando no céu.
Ficou ali se lamentando:
- Eu sou tão lindo, com estas penas coloridas, mas não consigo sair voando por aí para mostrar minha beleza lá do alto. Que injustiça!

O urubu ouviu a reclamação do alto de uma árvore e respondeu:
- E eu, então? Sou uma coisa feia dessas e preciso ficar me mostrando o tempo todo?
Isso é que é o fim da picada! Ah, se eu tivesse o seu visual...

Os dois se olharam e tiveram uma ideia!

Juntar um macho e uma fêmea de cada espécie pra nascer um filhote perfeito!

Então, passou um tempo e nasceu...

...UM PERU! Que além de feioso, não voa coisa nenhuma!

Moral da história: Se está meio ruim, não inventa! Gambiarra só dá encrenca.


Poderia também ser outra, menos engraçada, mas verdadeira.
Moral da história: Valorize suas qualidades. Ninguém é perfeito.

Doido por futebol



Ele era doido por futebol!
Não perdia um jogo, nem que fosse reprise do ano de mil novecentos e nada.
Seu quarto era cheio de pôsteres de craques e times e bolas e faixas pra todo lado... que não se via nem um pedacinho de parede.

Ele jogava na escola, no fim de semana, no meio da sala, e acho que até no chuveiro treinava embaixada com o sabonete.

Quando tinha jogo importante, de decisão, Marcão ligava a tevê e o rádio ao mesmo tempo pra não perder nenhum lance.
E, claro, toda vez que o seu time fazia gol, gritava até perder a voz e os vizinhos perderem a paciência.

Imagina então como ele estava neste ano de Copa do Mundo. Seu sonho era ir pra África do Sul, nem que tivesse que ir nadando.

Por isso Marcão comprou todos os chicletes, pastas de dentes, refrigerantes, salgadinhos, biscoitos, margarinas e tudo que tivesse alguma promoção para ir ver de perto a Copa.

Quando chegou uma semana antes da abertura, o coitado não tinha ganhado coisa nenhuma. Nem um mísero palito premiado de picolé! E ainda estava sem um centavo, de tanto comprar porcaria.
Mas que azar! Que bola fora!

Aí ele foi no programa do Ratão, foi na Porta da Espertância, foi no Domingão, no Sabadão e apareceu em tudo que é canal pedindo uma viagem pra Copa. Umazinha só!
Mas nada.

Faltando um dia para começar o Mundial, ele sentou na calçada com um dos seus mil pacotes de salgadinho e começou a chorar. Um homão daquele tamanho. Abriu um berreiro de dar pena. Ainda por cima ele detestava salgadinhos.
— BUÁÁÁÁ! CHUIF! BUÁÁÁ!

Então, de repente, apareceu uma espécie de anjo, um “fado-padrinho”!
— Ei, não chora! Eu vou te ajudar, rapaz! Bola pra frente!
— N-nossa! Quem é você? — Será que bebi muito refrigerante?

— Sou seu fado-padrinho, cara! E vim realizar o seu desejo!


Primeiro pegou uma folha caindo de uma árvore e a transformou numa passagem de avião para a África do Sul. Depois juntou uma porção de biscoitos, que viraram moedas de ouro para as despesas de hotéis, restaurantes e tudo mais. Os salgadinhos foram transformados em ingressos para todos os jogos. As pastas de dentes ficaram do mesmo jeito, para ele usar na viagem.

Depois olhou para o Marcão e disse:
— Epa! Peraí... você não pode ir desse jeito pra Copa! Quase ia me esquecendo!
Então, antes de sumir, jogou uma chuva prateada nele e, num passe de mágica, lá estava o Marcão prontinho para realizar o seu desejo, com uma linda roupa toda verde e amarela!

Moral da história: Estas promoções e concursos são bem difíceis da gente ganhar!

CASAmento moderno

Eles eram marido e mulher.
Casados mesmo, de papel passado.
Viviam muito felizes,
Cada um debaixo do seu telhado.

Isso mesmo, cada qual em sua casa,
Endereços diferentes!
Mas que mal fazia,
Se estavam tão contentes?

Não brigavam pra trocar o canal,
Nem pelo tubo de pasta de dentes.
Duas casas, um só casal!
Essa é boa, minha gente!

Quem são eles?
Descubra agora!
Da família dos quelônios.
Vivem muito... e que demora!

Coloque as sílabas em ordem e descubra: RU TA GAS TAR

Procura-se um emprego


Esta é a história de uma formiga que perdeu o emprego.
Ela ficou muito nervosa porque adorava trabalhar, como todas as formigas adoram.
Acontece que algum formigão sabido inventou uma tal de uma máquina de carregar coisas e aí mandaram embora um monte de operárias, daquelas que você vê por aí, com pedacinhos de folhas nas costas.
Daí a nossa amiga tentou trabalhar numa colmeia, mas não sabia fazer mel. Também quis ser cantora, mas a cigarra disse que ela não levava o menor jeito pro negócio. Depois decidiu ser malabarista no circo, mas também não deu certo porque ninguém do público enxergava coisa nenhuma!
Tadinha! A formiga saiu pela rua sem saber pra onde ir e acabou pisando numa poça de lama. Para limpar seus pezinhos sujos daquela terra vermelha, ficou andando sobre um papel branco jogado na calçada.
— Que obra de arte! — Disse uma senhora que estava passando.
— Isso fará muito sucesso na minha galeria! — continuou, pegando o papel com formiga e tudo!

E foi assim que a formiguinha virou uma grande artista, com tantas e tantas encomendas e exposições que não consegue um minuto pra descansar.
Ainda bem que ela adora trabalhar!

Que exagero!

Falando sobre o bicão do tucano (leia abaixo), eu me lembrei de uma história que está lá no Divertudo chamada "Exagerados".
Se você ainda não conhece, aqui vai a dica.
E aproveite pra decorar como se escreve "exagero", uma palavra que deixa muita gente confusa.

Exagerados

Pés gelados

Ela tinha os pés muito frios,
Feito pedrinhas de gelo.
Na hora de dormir, que loucura!
Quanta meia para uma criatura!

Mais de mil...
Nem sei.
Eram tantas
Que eu nem contei.

Meias de todas as cores:
Roxas, verdes, listadas...
Tinha umas...
Até furadas!

Colocava uma
Por cima da outra
Até esquentar!
Que trabalheira!

Uma noite inteira
Até o último par.
E aí já era hora
De levantar!

Quem será esta friorenta?
Descubra o nome dela, colocando as abaixo letras em ordem:

A E I É O C T N P

Estourando bolhas

Cada uma que inventam!
Recebi uma mensagem dizendo pra conhecer um tal de plástico-bolha virtual. Igualzinho àquele que todo mundo gosta de ficar estourando, sabe?
Achei muito engraçadinho.
Você clica e vai estourando as bolhas, uma por uma. Eh, eh.
Pra quem não tem mesmo o que fazer, hein?

E, ainda por cima, tem a versão "maniac": só de passar o mouse, as bolhas já vão estourando.
Essa é boa...

http://www.gustavoguimaraes.com.br/arquivo/images/papelbolha.swf

A taturana descabelada


Era uma vez uma taturana
Bem peluda!

Parecia que estava sempre arrepiada,
Com seus pelos despenteados
E bem embaraçados.

Um dia ganhou um pente de presente.
Xi! Rimou. Será que adiantou?

Não. Não adiantou nada.
Só serviu pra taturana ficar ainda mais irritada.

E quando uma taturana se irrita,
Sai da frente
Que a coisa fica quente!

Mesmo assim, insistiu!
Foi tentar, outra vez, arrumar o penteado.
— UI! Mas que coisa! — gritou ela.
Adivinha... foi faísca pra todo lado!

Tadinha da taturana!
Continuou descabelada e ainda por cima...
com dedo queimado!

Quem manda ser tão esquentada?
Um pouquinho de paciência
faz tão bem e não custa nada!

Cuco maluco

Eu conheço um cuco que é meio doidão.
Quando bate uma hora, ele faz “miau”.
Quando são duas, ele faz “muu, muu”.
Às três, “au, au, au”.
Quatro horas, “óinc, óinc, óinc, óinc”.
Quando são cinco, “glu, glu, glu, glu, glu”, feito um peru.
Às seis, lá vai o cuco outra vez: “mé, mé, mé, mé, mé, me”.
E às sete? “Piu, piu, piu, piu, piu, piu, piu”... na careca do titio.
Dali a pouco, oito horas e o cuco ruge como um leão. Mas que cuco malucão!
Às nove horas são nove badaladas... imitando a macacada.
Dez horas, hora do rato: “ic, ic, ic, ic, ic, ic, ic, ic, ic, ic”.
Ê barulhinho chato!
Às onze, o cuco faz som de grilo: “cri, cri, cri, cri, cri, cri, cri, cri, cri, cri, cri... já é hora de dormir!
Meia-noite, mas que tarde! Ele até pega no sono... e também o seu dono: “z, z, z, z, z, z, z, z, z, z, z, z...” Bem baixinho, pra ninguém acordar.
Amanhã tem mais um dia, 12 horas a passar. E o cuco engraçadinho vai ter muito que imitar.
Porque as horas são as mesmas e ele gosta é de inventar.

História pra boi não dormir

Lá na fazenda mora o Zé Bu, um boi folgado e muito dorminhoco.
Não quer saber de pastar, nem de nada.
Em vez de “muuu”, faz “ronc”.
Ê preguiça danada!

Seu pêlo é todo amassado, de tanto ficar deitado.
Pega no sono em qualquer hora do dia, em qualquer canto.
Dorme até em pé, por isso vive atrapalhando o caminho do resto da boiada.
— Acorda, Zé Bu!
— Olha a frente, ô molenga!
— Bi, bi! Com licença!

Um dia, só de piada, colocaram uma galinha bem gorda sentada nas costas do Zé Bu.
Todo mundo deu risada.
Que cena mais engraçada!
Um boi dormindo e uma galinha empoleirada!

Passou um tempo e a galinha botou um ovo.
Mais um tempo e um pintinho saiu lá de dentro.
Virou galo crescido e aprendeu a cantar.
— Cocoricóóóóóóóóó!
Zé Bu acordou assustado!
— Mas o que é isso? Um despertador desesperado?
— Não, senhor... Sou eu, seu afilhado! — respondeu o galinho, todo animado. Contente em ver, finalmente, o seu padrinho acordado.

Daí os dois não se largaram nunca mais.
Era só o boi cochilar... que o galo, num minutinho, já começava a cantar!

O barquinho enjoado

Era uma vez um barquinho muito, muito infeliz.
Vivia embrulhado. Tinha enjôo do balanço do mar.
Era só começar a navegar e ele a passar mal, a marear.
Os peixinhos riam dele e, para piorar a situação, ficavam indo e vindo à sua frente, de pura molecagem, aumentando a aflição.
— Quem mandou nascer barquinho? — brincava uma gaivota.
— Mas eu não nasci assim, sua boboca! Por que não me deixaram ser árvore a vida inteira, parada num só lugar, sem este vai-e-volta, sem este vem-e-vai? — reclamava o pobrezinho
— Puxa vida... ai, ai, ai!
Seu dono, um velho pescador, nem notava o problema do coitado. Todo dia, de manhã cedo, saía atrás de peixe, sem domingo nem feriado. Não tinha folga o barco enjoado.
Mas um belo dia, tudo mudou!
Todo contente, o pescador apareceu com um barco bem novinho. Era amarelo e cor de vinho.
E o outro se aposentou.
Desde este dia, quanta alegria! Não precisa mais ir para o mar, nem marear.
Fica na areia, tomando sol numa boa, olhando de longe a pescaria.
No barco enjoado o velho escreveu “peixe fresco todo dia” para atrair a freguesia.
Esta sim era a vida que ele queria!

Superpapo

Epa! Salve este texto!
E troque os símbolos pelas palavras que faltam, antes de ler.


Veja só! O que é aquilo? Um #? Um avião? Na-na-ni-na-ni-na-não! Deve ser super-herói, daqueles que podem tudo, que enfrentam qualquer vilão.
Usa máscara na cara e alguns truques da hora. Sempre chega quando chamam. Resolve e vai-se embora.
Alguns +, outros correm, uns escalam, outros somem. Cada um anda de um jeito, mas, se caem, nunca morrem!
Os heróis são como os * que viviam lá na Grécia. Um herói agüenta firme, faz de tudo peripécia.
Geralmente trata a todos com bondade e carinho. Mas coitado, que destino... ele sempre está =.
As mocinhas se derretem e por ele fazem “ohhhh!”. Os {, (Que malvados!), dele nunca sentem dó.
Que legal seria o mundo se existissem de &! Muitos deles espalhados. Cada um numa cidade.
— Seu herói, venha depressa! E atenda ao meu chamado! Tenho prova, estou com medo! Você fica do meu lado?



# - pássaro
+ - voam
* - deuses
= - sozinho
{ - bandidos
& - verdade

O trote

O leão estava contente e, ao mesmo tempo, chateado.
Tinha entrado na faculdade da floresta, mas não queria desmanchar seu penteado.
Um cabelo tão bonito, bem cuidado! Castanho, cheio e ondulado.
Ele sabia que existia o tal do trote nos calouros.
Os alunos mais antigos iam passar a tesoura em sua juba tão querida.
Mas que vida!
Quem já viu leão careca?
Leão sem fio de cabelo?
Quem iria reconhecê-lo?

Chegou o dia. Primeira aula.
Sua classe: terceira jaula.
Correria, pega-pega, confusão.
Chuva de farinha, tinta na cara, diversão.
Macaco pintado com maria-chiquinha.
Papagaio vestido de galinha.
Trote até no exibido do pavão!
Naquele dia não tinha aula, não.

Mas você deve estar perguntando: e o nosso amigo leão?
Aquele tal, que ia fazer Administração.
Bom, esse ficou aliviado. Tudo igual com seu penteado.
Castanho, cheio e ondulado.
A juba ali inteirinha, saindo da testa. Que festa!
Afinal, pensa bem... quem ia mexer
com o rei da floresta?

A sílaba

Falta uma sílaba, sempre a mesma, em algumas palavras desta história. Leia!

E_ uma vez um _tinho branco, bem branquinho, que não gostava de queijo.
Só gostava de _padura, _vióli e musse de ma_cujá.
Todos os outros _tos riam dele e faziam piadinhas sem graça.
Certo dia, foi a vez dele rir da ca_ dos outros.
Alguém que mo_va na casa colocou _toeiras espalhadas por toda parte! E a isca, claro, e_ um pedacinho de queijo.
Daí, como nosso amigo detestava queijo, adivinha só! Ele foi o único que sobrou pa_ contar esta história! _ _ _!


Bom feriado a todos!

E se você quer saber como ficou aquele outro rato que roeu a roupa do rei de Roma, clique aqui:
http://www.divertudo.com.br/rato.htm

Corujas corujas

Mamãe coruja achava que seus filhotes eram os melhores do mundo. Os mais sabidos, os mais atentos, os mais bonitos.
Seus olhos eram os maiores. Seus “u-us” eram os mais afinados.
Um dia, encontrou uma outra mamãe coruja e as duas começaram uma briga danada porque cada uma queria contar mais vantagens sobre seu filhotinho.
Nisso, chegaram outras corujas que também eram mamães e a discussão ficou maior ainda.
Os papais corujas tentaram acabar com aquilo e até as vovós corujas entraram no meio da briga para separar.
— Meninas! Parem já com isso! — Falou uma das avós, de penas grisalhas. — Vocês não sabem que a coruja é o mais sábio dos animais? Onde já se viu armar uma confusão boba dessas?
Então todas arregalaram os olhos, que ficaram maiores ainda e, envergonhadas, ficaram bem quietinhas.
A vovó coruja viu sua filha ali no meio e sorriu:
— Muito bem, querida! Eu sempre digo que você é a mais sábia de todas!

O rio e o mar

O Sr. Rio e o Sr. Mar, que todo dia se encontravam, ficavam ali, naquele chove-não-molha, contando vantagem um para o outro.
— Sabe, Mar - dizia o Rio — hoje eu passeei tanto, mas tanto, que estou até cansado! Vi uma porção de coisas lindas no caminho. Árvores sacudindo ao vento, crianças brincando e rindo, homens pescando bem sossegados...
— Que bom para você! — respondia o Mar. — Pois eu fiquei aqui mesmo, no meu lugar, sem passear. Fiquei brincando de vai-e-vem, de cambalhota, de molhar a areia... De agitar e de acalmar.
— Mas, puxa! — disse o Rio. — Será que você não se cansa de ficar a vida inteira aí parado, sem poder se mandar pra nenhum lado?
— Eu, não. — respondeu o Marzão. — Sou tão grande, tão enorme, que não posso me mexer. Mas eu nem ia querer. Conheço o mundo todo, mais lugares que você.
O Rio, mesmo assim, continuou:
— Prefiro mil vezes ser pequeno e andar por aí, rasgando o mapa. Ninguém me segura no lugar. Só mesmo os homens com aquelas barreiras, podem me represar.
— Pois é... — aproveitou o Mar. — quero ver homem pra me segurar...
Com essa, o Rio se calou, apressado para seguir seu caminho.
Já indo embora, ele gritou:
— É, Marzão, você até que tem razão. Cada um com o seu jeito... não é, não?
E o que importa é viver bem, com a vida que se tem!