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Arte em azulejos: Athos Bulcão

Foto: Fundação Athos Bulcão
O nome dele parece esquisito: Athos Bulcão.
Mas se você visita a cidade de Brasília, logo aprende e começa a admirá-lo.
Passeando pela cidade, você vê lindos painéis que enfeitam qualquer lugar. Uma estação de metrô, uma igrejinha bem diferente, uma porção de prédios...
Mas este enfeite não é uma tela, não. São azulejos
Azulejos com formas geométricas criativas. Athos Bulcão foi o primeiro a fazer deste jeito, com um estilo próprio.
O bacana é que, geralmente, ele pedia que os operários colocassem os azulejos do jeito que quisessem na parede. Era isso que dava uma cara tão original para o painel. As figuras ficavam para lá, para cá... e o resultado impressiona a gente.
Painel de azulejos, Centro Cultural Missionário da CNBB, 1995.. Foto: Edgar César Filho

Uma vez li que o artista se inspirou numa coisa que ele viu, acho que na Bahia. Eram as mesas e banquinhos que os bares colocavam empilhados, na frente da porta, quando estavam fechados. Cada banquinho tinha um desenho bem simples, geométrico. Ali, todos  iguais e juntos, mas em posições diferentes, ficavam bonitos. 


Um artista precisa prestar atenção em coisas bonitas que podem virar uma obra. Elas estão na Natureza e em coisas simples que nos cercam.
Painel de azulejos, Embaixada do Brasil em Buenos Aires, 1989. Foto: Arquivo Fundação Athos Bulcão

Athos Bulcão tem muitas obras em Brasília porque foi chamado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, que ajudou a planejar esta cidade.

Mas hoje é reconhecido no mundo inteiro por seu trabalho.
Painel de azulejos, Asa Norte, SCLN 303, 1987. Brasília. Foto Patrick Grosner


Ele nasceu em 2 de julho de 1918 e morreu em 2008, aos 90. Teria completado 100 anos em 2018 e por isso há uma exposição, em São Paulo, chamada "100 Anos de Athos Bulcão".
É no Centro Cultural Banco Do Brasil e você pode visitá-la até 15 de outubro.

Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Álvares Penteado, 112 - São Paulo
A exposição vai até 15 de outubro. Grátis

Saiba mais sobre Athos Bulcão:
Fundação Athos Bulcão



Calder, o artista dos brinquedos

Você sabe fazer seus próprios brinquedos?
Um grande artista americano chamado Alexander Calder fazia os seus, quando era pequeno.
Ele nasceu em 22 de julho de 1898 e morreu em novembro de 1976. A arte era uma coisa muito comum na sua vida porque o pai foi escultor e a mãe, pintora. 
Mesmo assim, ele fez faculdade de engenharia, trabalhou como engenheiro por algum tempo. Mas depois voltou para o mundo da arte, virando pintor e escultor.
Além de inspiração, um bom artista precisa ter coragem. Coragem para fazer algo que ainda ninguém fez. E ele teve!
Alexander inventou um circo de mentirinha, por exemplo, com animais e personagens feitos de arame. Era como se ele desenhasse o contorno das figuras com arame. Bem leve e bonito de olhar.

Obras que flutuam

Calder também foi o primeiro a fazer um móbile.
Talvez você tenha tido um em cima do seu berço, quando era bebê.
Ele teve a ideia de imitar as folhas das árvores, balançando ao vento. Ninguém havia criado uma obra assim antes, com formas penduradas por fios, que balançavam para lá e para cá.
Os conhecimentos de engenharia ajudaram muito nestas obras de equilíbrio perfeito.
Então, veja que valeu a pena ele ter feito esta faculdade.
Conhecimento nunca é demais!



Curiosidade: a arte que tem movimento (ou que parece que se mexe), chama-se "arte cinética"
Algumas ilusões de ótica se encaixam nesta categoria de arte.

Um cartão divertido

Veja só este cartão de "feliz ano novo" feito por Calder. Foi distribuído por uma galeria de arte chamada "Maeght", em 1968. Imagine só que jeito diferente e moderno de desejar um bom ano.
É em três dimensões e parece uma casinha. Dentro, tem um círculo vermelho pendurado por um fio. Fora, desenhos de um pássaro e uma cobra.
As fotos foram tiradas por mim numa exposição no Museu Lasar Segal, em São Paulo. (Em julho de 2018).
Não ficaram muito boas porque havia uma caixa transparente para proteger o cartão. Mas dá pra se ter uma ideia. E até inspirar você a fazer algo parecido, não é?



Agora, veja outras obras de Alexander Calder:

Um peixe tão diferente!
"Glass Fish" (1955)


Um elefante de arame!



Borboleta


Árvore


Arte que se mexe: leia mais sobre isso. 


Veja um MÓBILE feito por uma avó e seus netos.


O cróton

Chama "cróton" esta planta meio exibida.
Não tem flor,
Mas é colorida!



Outra "poesinha" sobre o mesmo assunto:

Pra que flor, menina?
Se a planta
Já é tão colorida!


Mais uma...


Uma planta espalhafatosa.
Tão cheia de cores,
Tão cheia de prosa!


Evelyn Heine

Agora faça as suas "poesinhas"! 
Que tal?
São só 3 linhas!

Desenhos no caminho


Ei! Cuidado! Um jacaré no meio da calçada?
Não! É só brincadeira.
Quem fez isso foi um artista americano chamado Tom Bob.
Muitas obras dele fazem parte da cidade de Nova Iorque, e também outras partes do mundo. Ele brinca com as coisas que parecem feias ou que estão quebradas e isso alegra as pessoas e a paisagem.

Veja só o que virou um simples cano azul: a tromba de um elefante simpático.



Árvores que não se encostam


Você sabia que existem alguns tipos de árvores cujas copas não encostam umas nas outras?
Em inglês, este fenômeno é chamado "crown shyness" ("coroa tímida).
Se você tirar uma foto delas, olhando de baixo, parece até que formam um mosaico, com um espacinho de céu entre as folhagens de cada uma. 
Cientistas dizem que isto pode ser um jeito de todas receberem a luz solar e assim garantir sua fotossíntese. Outros pensam que pode ser uma proteção contra larvas e pragas. Outros acham que ventos e tempestades são a causa.
Mas todos concordam que é algo bem curioso de se admirar.




Veja outras curiosidades legais!

Nuvenzinha


Apreciando uma cena da natureza, você pode tentar formar um pequena riminha, uma poesia bem pequena chamada "haicai".

Eu fotografei uma nuvenzinha no céu azul.
Aqui vão dois haicais diferentes que inventei sobre esta cena.

Nuvenzinha (1)

Nuvenzinha tão pequena!
Mas, pensa:
Faz toda a diferença!


Nuvenzinha (2)

Nuvem mente! 
Cor de água
É transparente.


Agora invente o seu!

Outros haicais.

Para todas as mães, para todos os filhos


Mãe,
Dá um beijo?
Mãe,
Dá a mão?
Eu te dou tudo.
Tudo que eu tenho
E meu coração.


Mãe, tô com sede.
Mãe, tô com fome.
Mãe, tô com medo.
Mãe, é segredo.


Cadê meu sapato?
Cadê minha meia?
Cadê a bolacha?
Ela sempre acha!


Mãe, tomei choque.
Mãe, me perdi.
Mãe, tô caindo...
Mãe, eu caí!
Calma, filhote,
Que eu tô aqui.


mãe ensina
A olhar pros lados,
A olhar pra baixo,
A olhar pra cima.
“Levanta, menina!”


Mãe,

O que eu faço?
Já vem a resposta
Em forma de abraço.


mãe enquadra
Rabisco de filho,
De gente sem braço.
E diz: “Não tá lindo?
Parece Picasso!”


Mãe, olha eu!
Mãe, olha pra mim!
Você só pedindo...
E ela é só sim.


Mãe sabe o filho
De cor e salteado,
Mesmo sem nunca
Ter estudado.


Mãe é presente,
Mesmo distante.
Dentro da gente,
Amor gigante.


Se ela já foi,
Se ela já vem,
Mãe é seu anjo
Pra sempre.
Amém.



Evelyn Heine
(Para minha mãe, para todas as mães, para todos os filhos. 
E para minhas filhas, que me ensinaram onde encontrar o Paraíso.)

O haicai é um pensamento que distrai

O haicai
É um pensamento
Que distrai.

Você sabe o que é um “haicai”? É um tipo de poeminha que inventaram no Japão, bem curtinho. O tema mais comum, no início, era a natureza, mas a gente pode falar sobre qualquer coisa, usando só três linhas, rimando a primeira com a última. Eu consegui fazer um haicai do haicai aí em cima.
Aqui vai um outro, sobre água:

A ÁGUA

A ÁGUA PASSA,
MAS, QUANDO EVAPORA,
EMBAÇA.



Outros haicais 
de Evelyn