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As crianças não são bobas


O Dia da Criança é amanhã, 12 de outubro.
Pode ser que você esteja aí quebrando a cabeça para descobrir um programão para ela, mas...
Veja só. Pode ser que seu pequeno goste muito e aproveite mais algo que não seja feito especialmente para uma criança. Algo que você, adulto, também goste, ache bacana e interessante.

Um exemplo? 
No último domingo eu visitei a linda exposição sobre a cantora Inezita Barroso, no Itaú Cultural. É grátis.
E, imagine só, lá tinha muita criança aproveitando e explorando detalhes da história desta artista que viveu sua vida divulgando a música caipira! Como mulher e de família rica, ela precisou batalhar para ser ouvida e fazer valer sua vontade.

Talvez a criança goste de cozinhar um prato com você, ouvir ou ver algo da sua infância, conhecer melhor o seu trabalho, aprender algo diferente que você saiba ensinar...

Quando era pequena, com uns 7 anos, Inezita Barroso ficava escondida atrás do sofá. Sabe por quê? Ela ouvia e aprendia, escondidinha, as aulas de violão que um professor dava para sua tia.
Quando a família percebeu, a menina já estava tocando. E então resolveram colocá-la numa escola de música.
Mas ela queria tocar viola, instrumento que ouvia os trabalhadores tocando na fazenda da família. Isso era totalmente estranho na sua época. 
Inezita teimou e mostrou que podia seguir o seu caminho. E virou uma estrela da nossa música, do nosso Folclore e das coisas do Brasil.

Ela não era nada boba.
Suas crianças também não são.

Ocupação Inezita Barroso
Vai até 5 de novembro de 2017.
Grátis.
Em São Paulo.







Massinha na parede?

Imagina só a bronca!
Massinha colada nas paredes da casa. Ah, nããão!
Mas existe um restaurante na cidade de Milão que deixa, sim!
Todo mundo que vai lá pode fazer qualquer desenho ou palavra de massinha e grudar nas paredes.
Quando você vê de longe, parecem apenas desenhos coloridos nos tijolos.
Então, chegando mais perto, que surpresa! Centenas de nomes e figuras feitos pelos clientes do lugar, que se chama Stra Ripa.

Quando estive lá, também ganhei um pouco de massinha para criar o que eu quisesse.
E aqui está o meu beijo pra você, leitor ou leitora do Divertudo!
Grudadinho numa parede de tijolos da Itália, em Milão.


Mais fotos:


O brilho de Bérgamo

Na cidade de Bérgamo, que fica na Itália, você vê um prédio assim:


E então você pensa: o que será isto brilhando na frente dele? Que efeito bonito e diferente!

Chegando perto, você descobre que aquele brilho vem de uma porção de CDs presos em redes vazadas, como as de pescador.

O prédio é antigo e nele fica a prefeitura da cidade.

Estas fotos foram tiradas em outubro de2017.



Mapas recortados

Vi numa exposição quadros interessantes que chamaram minha atenção.
De longe, pareciam só figuras. Mas então, chegando bem pertinho, percebi que eram aqueles mapas de ruas da cidade. Mas a parte das casas, dos prédios, das praças... não estava mais ali. Tinha sido recortada e sobraram apenas as ruas, com seus nomes e curvas.
Então vi o nome da artista que fez estes quadros: Rosana Ricalde.
Ela nasceu em Niterói, Rio de Janeiro, em 1971.
Descobri que ela gosta muito de misturar textos com imagens e já fez, por exemplo, ondas formadas por palavras: os nomes de mares.
Num outro trabalho, ela recortou quadradinhos em páginas de livros e, depois, a luz projetava estas figuras na parede.

Sombras Brincalhonas


Você já brincou de fazer sombras com as mãos?
Um artista americano chamado Damon Belanger também criou sombras com suas mãos, só que pintando-as de verdade, usando tinta cinza para conseguir este efeito.
O engraçado é que as sombras são falsas, brincalhonas, mostrando coisas bem diferentes dos objetos. Elas deram um toque de humor e criatividade à cidade americana chamada Redwood City.
Ao todo, são 20 delas, espalhadas pelo centro do local.



Veja mais sobre isso aqui.

Arte que se mexe

Quando uma pintura ou escultura transmite movimento, ela é chamada de "arte cinética".
Um dos primeiro artistas que fez isso no Brasil chama-se Abraham Palatnik. Ele nasceu em 1928, na capital do Rio Grande do Norte, a cidade de Natal.
Esta obra dele estava em exposição, em São Paulo, e filmamos um pouco para você ver. São placas transparentes com listras azuis. Apenas isso.
É impressionante.
Você anda um pouco em volta dela e tudo parece mudar de lugar.
Para fazer obras assim, Abraham precisa entender muito de arte e também de matemática.
Os trabalhos deste artista fazem parte de importantes museus daqui, da Europa e dos Estados Unidos.
video


Uma curiosidade:
Se você gosta de móbiles, saiba que o primeiro deles era uma obra de arte cinética e seu criador foi o artista Alexander Calder.

Obra de Alexander Calder


Outra curiosidade:
Se você gosta de ilusões de ótica, saiba que muitas delas são exemplos de arte cinética.
Aquelas que dão a impressão de algum movimento.

Veja uma aqui, no Divertudo:
Um desenho que parece que se mexe.



Tinham nada!

Você diz, por acaso, "Choveram muito hoje?"
Já pensou nisso?
Alguns verbos não ficam no plural porque eles não têm sujeito!

Você diz:
FAZ TEMPO que não chove.
FAZ DIAS que não chove.
FAZ MESES que não chove.

Este "faz" acima tem o sentido de "há".

HÁ TEMPO que não chove.
HÁ DIAS que não chove.
HÁ MESES que não chove.

É uma coisa que acontece, sem ninguém fazer.
Fica no SINGULAR.

"Mas por que eu erro sempre isso?"
Porque você acha que "dias" ou "meses" são os sujeitos destas frases, mas não são. Os "dias" e os "meses" são "objeto direto" de "há".
Há o quê? Dias. 
Há o quê? Meses.

Muito diferente de:
Ele FAZ bolos para vender.
Eles FAZEM bolos para vender.

(Aqui tem alguém que faz, um sujeito. E o verbo concorda com a pessoa: eu, tu, ele, nós, vós, eles).

"Mas eu vi na tevê..."

Eu sei! Você vai dizer que viu alguém famoso falando errado na tevê, no rádio, no cinema...
Infelizmente, muita gente erra isso. Muita gente mesmo!
Escrevi este post justamente porque eu vi, num programa de tevê, um surfista falando assim:

"Com a maré baixa, tinham poucos tubos..."
Piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii! Errado! Errado!
"Tinham nada", como diz o título deste post!

"Com a maré baixa, TINHA poucos tubos...!

 O pior é que o surfista falava em inglês e quem errou foi o tradutor, a pessoa que faz as legendas. Esta pessoa deveria saber isso!


Outros erros comuns.



Será que arte tem a ver com história?

Reprodução fotográfica: João L. Musa/Itaú Cultural

Veja só este lindo quadro feito pelo artista Candido Portinari, que nasceu em 1903 e viveu até 1962.
Mostra a figura de operários carregando sacas grandes e pesadas de café.
Portinari fez mais de 250 obras com este mesmo tema, o café.
Por que será?
Ele nasceu no Brasil, na cidade de Brodowski, interior de São Paulo. Os seus pais eram italianos que vieram para o Brasil trabalhar nas plantações de café.
Muitos italianos fizeram isso. E gente de outros países também.
Na terra deles estava difícil arrumar trabalho por causa de guerras e crises.
Aqui no Brasil, o serviço apareceu porque tinha acabado a escravidão. A Lei Áurea decretou seu fim, em 1888.
Repare como tudo se encaixa. 

Candinho (o apelido de Candido Portinari), passou sua infância vendo a plantação, a colheita de café.Também a secagem e o transporte (que aparece no quadro).
Ele ia pintar estas cenas lá dentro de casa porque não queria incomodar os operários nem parecer que era um folgado, enquanto todos se esforçavam tanto. Seus quadros eram uma espécie de homenagem aos trabalhadores. Era assim que ele mostrava sua admiração pelo esforço deles. E também denunciava a injustiça social daquela época. 
Mesmo depois de adulto e morando em Paris, Portinari continuava pintando cenas da sua vida aqui. Ficou famoso com estas obras, que mostravam seu país e o que ele achava do mundo.
Portinari pintava também os donos ricos das plantações, mas estes quadros eram encomendas e ajudavam a pagar o que ele realmente gostava de fazer: mostrar o homem simples e seu esforço, seu trabalho.
Quando você sabe tudo isso, o quadro fica mais bonito, não fica?

Este quadro, "Transporte do Café", foi feito em 1960, em madeira, pintado com tinta à óleo.
Mede mais de dois metros de cada lado!
(2,36m X 2,26m)
Passeie pela obra:
video


P.S.:
Reparou no título?
"Será que arte tem a ver com história?"
Clique abaixo, se você sempre tem dúvida sobre "a ver" e "haver".

"A ver" não tem nada "a ver" com "haver"

"A ver" não tem nada "a ver" com "haver"

O som é igualzinho, mas não tem "a ver".
Agora vai "haver" uma boa explicação.
Preste bem atenção!

- Ei! Rimou! É poesia?
- Nada a ver! É ortografia!

- Ahhh... já entendi agora!
- Então vamos embora.


HAVER = TER, ACONTECER

A VER = ESTAR RELACIONADO COM ALGO


Outros erros comuns

Caixas e faixas

Estas fotos foram tiradas  na exposição "Itaú Cultural - 30 Anos", no MAC, que fica dentro do
Parque do Ibirapuera, em São Paulo, em julho de 2017.
Veja só que é possível transformar caixas de frutas em obras de arte. O artista Sérgio Sister fez isso. Esta série chamada "Caixas" nasceu quando ele encontrou algumas delas na garagem do seu prédio, para jogar fora. Então ele resolveu pintá-las. Sérgio gostou do efeito e fez mais caixas de madeira do mesmo jeito. 
Este artista nasceu em São Paulo, em 1948.

Depois, Sérgio começou a pintar duplas de ripas de madeira, imitando as caixas do começo da história. E também conseguiu um efeito muito bonito.

Estas obras foram como "caixas de surpresas", abrindo vários caminhos e possibilidades para o artista.
Quantas boas ideias elas trouxeram, hein?

Moral da história: olhe para as coisas (inclusive o que joga fora) de um modo diferente e criativo!