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O crepúsculo

Mas quem diria...
À tarde a noite
Encontra o dia.











Foto: Cecilia Zioni
Haicai: Evelyn Heine

O incrível museu Quai Branly

Existe um museu muito bonito na cidade de Paris que se chama "Museu do Quai Branly - Jacques-Chirac".
Branly é o lugar onde ele fica. E Jacques Chirac é o nome do presidente da França que quis fazer este museu.
Ele achava importante mostrar a arte e a cultura de lugares que não fossem na Europa. Naquele tempo, ninguém sabia muita coisa sobre a arte da África, Ásia, Oceania e Américas.
(Por isso também é chamado de "Museu das Artes e Civilizações da África, Ásia, Oceania e Américas").

Então, em 20 de junho de 2006, este enorme museu foi inaugurado, numa área de mais de 40 mil metros quadrados e com um acervo de 300 mil obras vindas de uma porção de povos diferentes! Algumas muito antigas e valiosas.
Mas o mais legal é a forma como o arquiteto Jean Nouvel construiu o local. Parece que você está explorando cavernas, num lugar cheio de curvas e surpresas. Nem pense num museu tradicional, porque está bem longe disso. Ele é moderno e divertido, com paredes em madeira sinuosa, de onde saem bancos para sentar, por exemplo.

Logo na entrada, você sobe uma rampa. E o que tem nesta rampa? Um "rio" feito de palavras, que escorrem pelo chão. Na verdade elas são projetadas na rampa, parecendo mesmo um rio.
São 16 mil palavras das mais diversas línguas, que vêm dos povos representados no museu.


Lá dentro, são muitas e muitas salas para explorar. Tem uma, por exemplo, um pouco escurinha, onde a atração são os tapetes orientais projetados no chão. Eles vão mudando! E é um show para os olhos.
Mas quem não enxerga também pode conhecer os encantos do museu, através da linguagem braile e de figuras em relevo muito bem feitas.

São tantas atrações interativas que nem dá pra contar aqui. Numa delas, uma grande bola azul mostra os fenômenos naturais que acontecem em certas regiões do planeta.


As crianças se encantam com isso e com os totens, máscaras, roupas, objetos... Elas recebem uma revista especial, logo na entrada, com brincadeiras e desafios para descobrir neste interessante passeio pela África, Oceania, Ásia e Américas, mas dentro da Europa, na cidade de Paris.

O site do Museu
(Que tem exposições temporárias e permanentes, além de teatro, biblioteca, loja, restaurante e jardim).




Passear e aprender

Já percebi que muitas pessoas têm preconceito sobre museus.
Museus, exposições, coisas assim.
Mas se eu pudesse, faria até uma lei. As escolas teriam de levar seus alunos pelo menos uma vez por bimestre a algum lugar deste tipo.
Por quê?
Porque a gente aprende muito mais quando vê algo de perto, explicado de um jeito diferente.

Mesmo que a criança não entenda muito bem na hora, um dia ela vai se lembrar daquela obra, daquela pessoa que fez parte da história, de uma foto diferente, de uma ideia genial...

E os adultos que têm crianças também se divertem em lugares assim. É uma chance de ouvir o que elas dizem sobre as coisas da vida. A visão de uma criança pode ser uma lição para os mais velhos.

Estas fotos foram tiradas em um museu da cidade de Estrasburgo, na França. Museu de Arte Moderna e Contemporânea.
Veja como a turma estava interessada. 




































Você já viu neve de perto?

Em março deste ano de 2018 eu vi a neve de pertinho pela primeira vez.
É muito bonitinha a neve, mesmo para mim, que gosto mais do calor do que do frio. 
Por que a neve é bonitinha?
Porque ela cai devagarinho, é por isso. Ela dança no ar.
Parece um gelinho borboleta.
Eu já havia sentido muita chuva caindo em mim.
Mas a neve é diferente. Porque os floquinhos de gelo são mais delicados que as gotas de chuva.
É tudo água, eu sei. Mas é diferente.
Porque, você sabe, a água pode ter três estados diferentes: gasoso, líquido e sólido.
Agora eu já senti os três na pele: líquido (banho, chuva), gasoso (sauna a vapor) e... finalmente, sólido (a neve!). 

Fiz um haicai sobre isso:

A neve

A neve
Caiu em mim, como um carinho.
Era gelinho!

Evelyn Heine 


Outros haicas 



O jardim vertical: copiando a Natureza


Você já viu um jardim vertical, não é mesmo?
Como diz o nome, é como um jardim, mas na parede, na posição vertical.
Quem será que teve esta ótima ideia de cultivar plantas nas paredes? Fica bonito demais e faz bem pro ambiente.

Pra dizer a verdade, o homem copia muitas ideias da própria natureza.
É comum a gente encontrar musgos e outros tipos de verde que nascem nas rochas e até numa parede de pedra ou cimento.
Aqui vai um exemplo de jardim vertical feito pela Natureza.


Região da Toscana, Itália

E aqui, um exemplo de jardim vertical feito pelo Homem.



Aeroporto Charles De Gaulle - França


Em 1983, o paisagista brasileiro Burle Marx usou este recurso em seus projetos e causou grande impacto.
Burle Marx nasceu em 1909 e ficou famoso no mundo inteiro. Ele era criativo e talentoso. Usava espécies que ninguém valorizava. E dizia que não existe planta feia. 

Em 1930, Burle Marx projetou um jardim vertical no edifício do Ministério de Saúde e Educação no Rio de Janeiro.

Hoje, muitos profissionais até se especializaram nisto e criam paisagens lindas... enfeitando muros e paredes.

A neve

A neve

A neve
Caiu em mim, como um carinho.
Era gelinho!
 

Duas cabeças

Na cidade de Bohn, Alemanha, você até leva um susto quando vê duas enormes cabeças no meio da rua, ali no chão.
São estátuas bem grandes!

Elas representam  São Cássio e São Florêncio.
Eram soldados romanos, (Cassius e Florentius), que perderam suas cabeças por ter uma fé diferente do que permitiam na época. Isso foi no século III. Que coisa, hein?
Por causa disso é que, depois, viraram santos da Igreja Católica.



Ainda hoje, no mundo inteiro, muitos perdem a cabeça também e brigam porque acreditam em coisas diferentes.
É uma pena. 
Porque cada um deveria ser livre para pensar o que quiser.

Veja o filminho que mostra estas estátuas:




Historinha de papel

Isto que mostro nas fotos eu achei numa arrumação. Minha filha era pequena e eu estava num restaurante. Não existia Ipad nem celular.
Eu costumava levar caderno e lápis pra ela pintar, enquanto as pessoas da mesa conversavam. Mas aí ela deve ter se cansado e precisei improvisar algo diferente.
O quê?
Rapidinho, desenhei (?) os personagens e cenário da história "Chapeuzinho Vermelho". Ela adorou brincar com aquilo e nunca mais tive coragem de jogar fora.
Uma coisa bem bobinha, barata, simples.
Tente. Veja se faz sucesso, mesmo com Ipad, celular, e tantas outras coisas que não são você...























Depois, em casa, usando grampeador, formei os "dedoches" com os desenhos.





















Veja aqui outra ideia para uma criança no restaurante.


Oficina de Paródias



"Meu chimarrão, não sei por quê, deixa feliz... eu e você..."

Que música você acha que eu usei para fazer esta paródia?
Já descobriu?

Resposta: "Meu coração, não sei por quê, bate feliz, quando te vê..." 

Então, só explicando, este foi um pedido que veio de uma leitora do Rio Grande do Sul. Ela precisava fazer uma paródia que falasse das coisas típicas de sua região.

O Divertudo recebe uma porçãããão de comentários no post chamado "Como Fazer Uma Paródia". É um sucesso.
Por isso resolvemos começar este ano com um presente para os nossos leitores.

Caprichamos e fizemos uma OFICINA DE PARÓDIAS, cheia de  dicas e exemplos!

Vai já lá ver!
E capriche você também na sua paródia!

No Divertudo


Em PDF


No Youtube


Esta vó é massa!

Brincar de massinha é divertimento para todas as idades.
A jornalista Cecilia Zioni faz da sua casa um verdadeiro ateliê de arte para os três netos.
Mas a boa ideia que ela teve foi usar uma massa de biscuit (para crianças), que ela encontrou numa papelaria. Este tipo é usado em artesanato e, depois de seco, endurece e fica bem resistente.

Quando os três netos chegam, já vão direto brincar e criar suas obras.
"Deixo os potes de massa à disposição e digo: Agora, cada um faz uma coisa da sua cabeça.". 
Vitor, o mais velho e muito habilidoso, batizou a brincadeira de "ateliê da Vovó Cecilia".

Renato, aos três anos, nem se abalou quando tentou imitar a corujinha feita pelo irmão mais velho: pegou um pedaço de massa branca e fez uma bolinha com massa amarela e outra com massa vermelha, dizendo: "Pronto! Fiz um ovo frito com tomate!". Agora tem cinco e já faz até avestruz...

O caçula Gustavo fez borboletas que viraram um lindo móbile na sala da avó. 

Além disso, todas as obras estão expostas numa prateleira especial da estante. Isso é o que chamamos de "decoração afetiva". Bonito de olhar, bom de sentir.





Abaixo, a corujinha do Vitor e o ovo frito com tomate, do Renato.







Faça você também um móbile de borboletas!


Conheça um restaurante decorado com massinha!